31 janeiro 2017

Primeira reunião pedagógica com os novos supervisores

Na manhã desta terça-feira (31), a Secretaria Municipal de Educação reuniu seus novos supervisores escolares de todas as escolas do município, para dar boas vindas.

Na reunião a foi explanado sobre o calendário escolar deste ano, projetos, e o PPP, além de abordar as expectativas para 2017, as atribuições do supervisor e da importância do trabalho em equipe.

O secretário adjunto Igor Fernandes, apresentou a nova equipe de coordenadores da secretaria de educação, e reforçou o início do ano letivo para o dia 21 de fevereiro, com a Jornada Pedagógica.
Conforme a proposta pedagógica do município de Monte Alegre, cabe aos coordenadores pedagógicos internos, direcionar e integrar as ações dos coordenadores e supervisores externos nas escolas,  de modo que  em todas as escolas sejam desenvolvidos trabalhos específicos conforme sua realidade, porém, garantindo a unidade da Rede Municipal de Educação. 

Febre amarela, dengue, zika e chikungunya: entenda as doenças do Aedes que afetam o Brasil

Em quais regiões estão os vírus? Quais mosquitos causam os surtos nas cidades? Quais doenças têm vacina pelo SUS? G1 responde as principais perguntas sobre o assunto.


O mosquito Aedes aegypti começou a assustar os brasileiros com a transmissão da dengue. Depois, o país acompanhou o surgimento de uma nova doença desconhecida: a zika.

Esse novo vírus passou a ser o principal medo das grávidas e alvo de pesquisas por todo o mundo.
Mal ele chegou e surgiu a chikungunya, que superou os casos do vírus da zika em 2016 e ainda precisa ser estudado para a ciência entender suas consequências.

E, agora, os mosquitos Haemagogus e Sabethes transmitem a febre amarela em Minas Gerais, um novo surto que ocorre após 10 anos - o último aumento do número de casos ocorreu em 2007.

O G1 ouviu especialistas - infectologistas, biólogos, pediatras - para tentar entender as diferenças de todas essas doenças e onde elas estão agindo com mais força pelo país.

1 - Por que o Brasil está sendo afetado por essas doenças?

Há um ambiente favorável para a reprodução dos mosquitos transmissores, tanto o Aedes aegypti, quanto os mosquitos selvagens da febre amarela, o Haemagogus ou Sabethes. “Não conseguimos controlar a população de mosquitos. É preciso descobrir uma maneira mais objetiva de combatê-los”, explica Juvêncio José Duailibi Furtado, coordenador científico da Sociedade Paulista de Infectologia.

Os médicos concordam que são vários fatores que propiciam o ambiente favorável. Para Gúbio Soares, pesquisador da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o processo de "favelização” das cidades contribui para o cenário. “As pessoas não têm moradia digna, não têm rede de esgoto, não têm água encanada, e armazenam água em tonéis e baldes”, explicou.

Além disso, o clima quente e úmido das cidades brasileiras durante o verão é o preferido entre os mosquitos transmissores. E é por isso que a quantidade de casos das doenças diminui durante o inverno.

2 - Quais são as regiões mais afetadas?


(Foto: Arte/G1)

Os dados do mapa se referem aos dados compilados pelo Ministério da Saúde, mas o número de casos no país é ainda maior. As secretarias de saúde dos estados de São Paulo e Minas Gerais já divulgaram dados mais atualizados sobre a doença: são 23 casos em São Paulo - 6 óbitos confirmados e outros 17 casos em investigação - e 712 casos suspeitos em Minas Gerais.

3 - Como é a transmissão das doenças?

Entenda o ciclo de transmissão da zika, chikungunya e dengue

A zika, a chikungunya e a dengue são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. No caso da zika, a transmissão também ocorre de mãe para filho durante a gravidez e por via sexual. A dengue e a febre amarela são passadas apenas por meio dos mosquitos. No caso da chikungunya, possíveis outras formas de transmissão ainda são investigadas.

Entenda o ciclo de transmissão da febre amarela silvestre

A febre amarela também é transmitida pelo mosquito Aedes nas cidades, mas desde 1942 não há um caso fora das zonas silvestres e de mata do Brasil. Nessas regiões, a transmissão ocorre por meio dos mosquitos dos gêneros Haemagogus ou Sabethes. A questão agora é se o vírus vai alcançar centros urbanos ou se permanecerá restrito ao campo.

4 - Quais são os sintomas?

(Foto: Arte/G1)

(Foto: Arte/G1)

5 - Como se proteger?

Para evitar a proliferação dos mosquitos, é importante não deixar água parada. Para evitar as picadas, é possível colocar redes nas janelas, vestir roupas com mangas compridas nas áreas de risco e usar repelente. Isso vale para todas as doenças.

6 - Quais doenças têm vacina?

O Brasil oferece a vacina para a febre amarela pelo Sistema Único de Saúde (veja abaixo quem deve se vacinar). A vacina de zika está sendo pesquisada por laboratórios de diferentes países, mas ainda está em fase de testes. A dengue já tem uma vacina aprovada, mas vendida apenas na rede privada - o estado do Paraná foi o único a disponibilizar gratuitamente para a população.


Vacina contra febre amarela disponível no SUS (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

7 - Qual doença deve ter mais casos em 2017?

A previsão é difícil de ser feita. Mas, de acordo com os especialistas e com o Ministério da Saúde, os casos de chikungunya devem crescer e os de zika devem se estabilizar.

8 - Qual o papel do macaco na transmissão da febre amarela?

A morte de macacos é o primeiro sinal de alerta de que a febre amarela voltou a circular com maior intensidade em uma região. "Em Minas Gerais, temos o vírus cirulando em nossas matas, e em algum momento há uma replicação maior. O aparecimento dos macacos infectados é um sinal disso", explica Jandira Campos Lemos, presidente da regional de Minas Gerais da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Segundo o biólogo Horácio Teles, do Conselho Regional de Biologia, o vírus circula naturalmente entre macacos o tempo todo. Mas, em determinados momentos, predomina uma população de macacos que já é resistente ao vírus. Em outros momentos, novas gerações de macacos que ainda não tiveram contato com o vírus tornam-se mais vulneráveis e o vírus volta a fazer vítimas nas matas.

Casos de macacos encontrados mortos são investigados no Espírito Santo, no interior de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal.


Ossadas de vários macacos foram encontradas no Norte de Minas (Foto: Pablo Caires/Inter TV)

9 - A febre amarela vai chegar às grandes cidades?

Este é o maior temor em relação à febre amarela. Para o biólogo Horácio Teles, do Conselho Regional de Biologia, o risco é muito grande. “Com o desmatamento, as pessoas estão indo para cada vez mais perto da mata. Se uma pessoa for infectada na região silvestre, for para a cidade e for picada pelo Aedes aegypti, começa o ciclo de transmissão urbana”.

No entanto, a existência de uma vacina deve impedir que a febre amarela se torne uma epidemia tão grave quanto a de dengue. “Quando os primeiros casos ocorrem em uma cidade, é possível fazer uma vacinação de bloqueio e conter a doença”, diz o infectologista Juvêncio José Duailibi Furtado, coordenador científico da Sociedade Paulista de Infectologia.

Entenda a diferença entre febre amarela selvagem e urbana, e saiba quem precisa se vacinar

10 - Quem deve se vacinar contra a febre amarela?

Até agora, o Ministério da Saúde recomenda que apenas pessoas que morem nas áreas de risco (próximas à mata e zona rural) ou que viagem para estas regiões é procurem os centros de saúde para vacinação.

Em situações de emergência, a vacina pode ser administrada já a partir dos 6 meses de idade. O indicado, no entanto, é que bebês de 9 meses sejam vacinados pela primeira vez. Depois, recebam um segundo reforço aos 4 anos de idade. A vacina tem 95% de eficiência e demora cerca de 10 dias para garantir a imunização já após a primeira aplicação.


Pessoas com mais de 5 anos de idade devem se vacinar e receber a segunda dose após 10 anos. Idosos precisam ir ao médico para avaliar os riscos de receber a imunização.

Pela possibilidade de causar reações, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças como lúpus, câncer e HIV, devido à baixa imunidade, nem para quem tem mais de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovo.

Fonte: G1



Remédio que imita anticorpos de tubarão é nova esperança contra doença incurável

Fibrose pulmonar idiopática afeta os tecidos dos pulmões e diminui a capacidade respiratória das pessoas; para pesquisadores australianos, substância inspirada em animais poderá combatê-la.


Cientistas australianos desenvolveram um remédio que, ao imitar o sistema imunológico dos tubarões, pode ajudar a combater uma doença incurável de pulmão.

A pneumonia intersticial idiopática ou fibrose pulmonar idiopática (FPI) cicatriza o tecido pulmonar e faz com que o órgão perca sua elasticidade, levando a cada vez mais dificuldades para respirar.
O mal mata mais de 5 mil pessoas por ano só no Reino Unido, de acordo com a Fundação Britânica do Pulmão.

No Brasil, não há informações oficiais sobre o número de casos, mas a estimativa é que entre 13 mil e 18 mil pessoas tenham a doença - um dos grandes problemas para não haver registro dela é justamente a falta de diagnósticos, já que o problema se confunde com infecções corriqueiras por causa de seus sintomas comuns (especialmente em fumantes), que são principalmente cansaço e falta de fôlego.

O que os pesquisadores esperam agora é que esse novo remédio inspirado em anticorpos encontrados no sangue de tubarões possa começar a ser testado no ano que vem.
A droga se chama AD-115 e foi desenvolvida na Universidade La Trobe, de Melbourne, na Austrália por cientistas e pela empresa de biotecnologia AdAlta.

Os testes iniciais tiveram como alvo as células causadoras da fibrose, criando uma proteína humana que imitava os anticorpos encontrados nos tubarões, conforme explicou Mick Foley, do Instituto de Ciência Molecular de La Trobe.

"A fibrose é o resultado final de muitas feridas e lesões diferentes", disse à BBC. "Essa molécula pode matar as células que causam fibrose."

Enfraquecendo os sintomas

Os sintomas da doença incluem dificuldade para respirar, especialmente durante exercícios - algo que ganha uma piora constante com o tempo -, além de uma tosse persistente e seca.

Atualmente, não há cura para a FPI, então o tratamento é apenas focado na tentativa de aliviar os sintomas e conter a progressão do problema.

A Agência Americana de regulação sanitária (FDA, na sigla em inglês) determinou que o AD-114 seria uma "droga órfã" - algo que faz com que empresas que tenham interesse em encontrar o tratamento para a doença poderão ter isenção de impostos.

Foley, que também é cientista chefe da AdAlta, afirmou que a empresa arrecadou 6 milhões de libras (R$ 23 milhões) desde que suas ações entraram na Bolsa de Valores da Austrália.

A ideia é usar esse dinheiro para investir em testes humanos com a droga em 2018.

O remédio AD-114 não envolve injeções de sangue de tubarão, segundo os pesquisadores - já que o corpo humano imediatamente rejeitaria uma substância assim.

Outras utilidades

Em testes de laboratório, a droga também mostrou potencial para tratar outras formas de fibrose. Isso incluiria, por exemplo, pessoas sofrendo de doenças hepáticas ou problemas de degeneração da vista causados pela idade, conforme explicou Foley.

Ele acrescentou que nenhum tubarão foi prejudicado nesse processo. Uma amostra simples de sangue foi extraída de um tubarão da família Orectolobidae no Aquário de Melbourne.

"Seria muito interessante poder dizer um dia que 'essa pessoa está viva hoje por causa do que um tubarão nos contou um dia'."


Desemprego fica em 12% no 4º trimestre de 2016 e atinge 12,3 milhões

Essa é a maior taxa da série do indicador, iniciada em 2012. Em 2016, a taxa média de desemprego ficou em 11,5%, depois de atingir 8,5% no ano anterior.

O desemprego seguiu em alta no final do ano passado e subiu para 12% no quarto trimestre, segundo dados divulgados nesta terça-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua. Esse é o maior índice da série histórica do indicador, iniciada em 2012. No ano de 2016, a taxa média de desocupação ficou em 11,5%.


No trimestre de outubro a dezembro, o Brasil tinha 12,3 milhões de pessoas desocupadas. O número representa um aumento de 2,7% em relação ao trimestre de julho a setembro e de 36% na comparação com o último trimestre de 2015.

Já a população ocupada somou 90,3 milhões de pessoas. Em relação ao trimestre anterior, esse número cresceu 0,5%, mas frente ao quarto trimestre de 2015, caiu 2,1%.

Desse total, 34 milhões de pessoas que estavam empregadas no setor privado tinham carteira de trabalho assinada. Do terceiro para o quarto trimestre, não houve alteração no contingente, no entanto, recuou quase 4% na comparação com o final do ano anterior.



Com o aumento do desemprego, a categoria dos trabalhadores por conta própria chegou a 22,1 milhões de pessoas, registrando um aumento de 1,3% em relação ao trimestre de julho a setembro, mas caiu 3,4% diante do quarto trimestre de 2015.

Quanto aos trabalhadores domésticos, não houve aumento nem diminuição da quantidade, estabilizada em 6,1 milhões de pessoas.

O desemprego aumentou, mas o rendimento médio dos trabalhadores não subiu nem caiu em relação ao trimestre anterior e ao quarto de 2015, ficando em R$ 2.043.

Em relação ao trimestre de julho a setembro, a categoria dos empregados no setor privado sem carteira viu seu rendimento cair, em média, 3,7%. Na outra ponta, estão os empregados no setor público, cujos rendimentos cresceram 2,2%.

Frente ao ano anterior, os trabalhadores por conta própria tiveram queda de 3,5% no rendimento. De acordo com o IBGE, as outras atividades não tiveram variação significativa.

Taxa média em 2016

Em 2016, a taxa média de desemprego ficou em 11,5%, depois de atingir 8,5% no ano anterior. O número de desempregados subiu de 8,6 milhões, na média de 2015, para 11,8 milhões, em 2016 – uma alta de 37%.

Por outro lado, a população ocupada caiu de 92,1 milhões de pessoas para 90,4 milhões. O número de empregados com carteira assinada no setor privado recuou 3,9%, chegando a 34,3 milhões em 2016.

O rendimento médio caiu 2,3%: de R$ 2.076 em 2015 para R$ 2.029 em 2016.

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apresentados no final de janeiro, a economia brasileira voltou a fechar um grande número de postos de trabalho com carteira assinada em 2016, ano ainda marcado pela forte recessão no país. No ano passado, as demissões superaram as contratações em 1,32 milhão de vagas formais.

Fonte: G1